Ao longo dos anos as mulheres tiveram garantidos diversos direitos. No Brasil, em especial, passamos de uma sociedade patriarcal para uma que reconhece a igualdade de direitos entre homens e mulheres, nos termos do art. 5º, caput, do texto constitucional.

Resgatando as memórias na história, podemos reconhecer a mulher como um ser que gera a vida, protege, cuida e educa os filhos, também podemos reconhecer como profissionais dedicadas, que conquistaram o direito ao voto, ao trabalho, a liberdade amorosa, ao divórcio e continuam lutando pela igualdade e respeito.

O fato é que as mulheres nunca tiveram uma vida fácil. Cada conquista obtida foi fruto de muita luta e sacrifício, portanto nada mais distante da realidade do que afirmar que mulher é um “sexo frágil”, pois para o protagonismo feminino com diversos avanços e conquistas foi necessário muita força e persistência.

Certamente, dedicar-se profissionalmente, ter sucesso, ser reconhecida e não abrir mão da maternidade (casando ou não) tornou-se comum nos dias atuais. A dinâmica familiar passou por diversas mudanças para a mulher conseguir conciliar sua tripla jornada.

Eu poderia ressaltar inúmeros marcos na luta das mulheres pelo reconhecimento de seus direitos ao longo dos anos e nos diferentes países, em especial no Brasil com o direito ao voto conquistado pelas brasileiras há 70 anos ou louvar a Lei Maria da Penha, um marco na defesa contra violência doméstica, porém, a reflexão que se faz necessária é que em uma sociedade que é preciso conquistar o seu espaço, as mulheres vem demonstrando o quanto caminharam para fazer valer suas escolhas.

Vivemos em uma sociedade de todas as classes, etnias, credos, corpos, posições políticas, orientações sexuais e identidades de gênero e temos a capacidade de empregar conhecimento, inteligência, amor, planejamento em uma só atividade, mas também podemos escolher fazer todas elas, portanto, o dia 8 de março é uma data que permite refletir novos caminhos e desafios, na luta constante pela igualdade de direitos entre todas as pessoas, buscando uma sociedade mais justa.

Somos mulheres em toda nossa diversidade e a luta das mulheres vem demonstrando que todos somos iguais em dignidade, e o respeito surge do reconhecimento de que a diversidade não pode, sob hipótese alguma, servir de base para a discriminação, opressão e vários tipos de violências.

Nessa data especial vale conscientizar mentes e corações, incentivar a sociedade a refletir sobre as principais conquistas, mas também os desafios que as mulheres ainda enfrentam nos dias atuais para que todas sejam de fato respeitadas.

É isso! Somos mulheres que lutam pelo RESPEITO, pela SORORIDADE e IGUALDADE, pelo simples DIREITO de ter DIREITOS e dessa forma vamos avançando sem correntes para uma direção melhor.

Tatiane Barros Ramalho é Advogada e Presidente do Instituto Mato-grossense de advocacia network – IMAN

Post originalmente publicado em https://regionalnewsmt.com/coluna/42/marco-mulher–mulheres-que-inspiram