No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional das Mulher, a bem-sucedida advogada Flaviane Ramalho, através da sua história, nos convida para uma profunda reflexão:
“Essa data é vista como festiva. No entanto, o cerne deste dia é convidar a sociedade a refletir sobre a desigualdade de direitos entre mulheres e homens, não propriamente na lei, mas, pelo preconceito da sociedade.”
“Pois, em pleno século 21 nós MULHERES, ainda somos julgadas, por mais absurdo que pareça, ora pelas roupas que usamos; somos julgadas por casar, mas, também por divorciar mesmo diante de um casamento tóxico e abusivo.”
Somos julgadas por trabalhar, mas, também por não trabalhar; da mesma forma somos julgadas por estudar, mas, também por não estudar.
Além disto, somos julgadas por sermos independentes, mas também por sermos dependentes e submissas.
Ademais, somos julgadas por sermos destemidas, mas também quando nos acovardamos.
Diante disto, esse dia deve ser destacado como reflexão na busca incessante da equidade entre mulheres e homens, pois, de um jeito ou outro sempre seremos julgadas.
Eu mesma, nunca me senti frágil ou fraca, pois fui criada por uma mulher forte a qual me fez acreditar que eu poderia chegar aonde eu acreditasse, mesmo sendo mulher, e quebrar preconceitos ou mesmo enfrentá-los de cabeça erguida.
E assim, desde criança venho quebrando preconceitos, sendo escoteira (na época era só para meninos), estudando em escolas extremamente rígidas e disciplinadas – Colégio da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, e no internato Adventista no Chile CEALA – Centro Educacional Adventista de Los Angeles (também visto para meninos).
No decorrer da minha vida pratiquei vários esportes, sendo alguns considerados para “meninas”, tais como natação, e ginástica olímpica, mas, também pratiquei esportes que são vistos para “meninos” como futebol, muay thai, paraquedismo e mergulho.
Neste patamar, como exemplo vivo, hoje eu tenho plena convicção que o lugar da mulher é onde ela quiser, pois, sou prova disso, com toda minha trajetória, inclusive sendo advogada especialista no DIREITO AGRÁRIO há quase 02 décadas, ora local que era ocupado tão somente pelos homens.
Por fim, hoje é dia de celebração, de todas as conquistas sociais, políticas e econômicas que nós mulheres temos alcançado na história do mundo, contudo, temos muito para alcançar até chegarmos na sonhada equidade entre os direitos das mulheres.
Por FLAVIANE RAMALHO – advogada especialista no direito agrário
Post originalmente publicado em https://folhadoestadoonline.com.br/colunistas/coluna-da-kharina-nogueira/dia-internacional-da-mulher-dra-flaviane-ramalho/